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Nybegynnerkurs i capoeira med Contra-Mestre Turbina!!!

På tirsdag kl.19 i Norges Dansehøyskole! Alle er velkommen!


contramestreturbina@hotmail.com

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Rostock, Germany 2012

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Rijeka, Croatia 2012

Rijeka, Croatia 2012

Frankfurt, Germany 2012

Frankfurt, Germany 2012

Salzburg, Austria Sept. 2012

Salzburg, Austria Sept. 2012

Budapest, Hungria Sept. 2012

Budapest, Hungria Sept. 2012

Linz, Austria 2012

Linz, Austria 2012

Bologna, Italia 2012

Bologna, Italia 2012

Athens, Greece 2012

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Filhos de Angola - Suecia 2012

Filhos de Angola - Suecia 2012

I Batizado Cordao de Ouro Rostock and Stralsund, Germany 2012

I Batizado Cordao de Ouro Rostock and Stralsund, Germany 2012

Mikareta CDO 2012 Krasnodar, Russia.

Mikareta CDO 2012 Krasnodar, Russia.

Mandinga e Molejo 2012

Mandinga e Molejo 2012

Oslo, Norway. 2012

Oslo, Norway. 2012

Oslo, Norway. 12 - 2011

Oslo, Norway. 12 - 2011
Workshop Professor Kleyton

Heidelberg, Germany. Workshop C. Mestre Marcelo 2011

Heidelberg, Germany. Workshop C. Mestre Marcelo 2011

Liverpool 2011

Liverpool 2011
workshop cm Parente

Rostock, Germany 2011

Rostock, Germany 2011

Zalaegerszeg - Hungria 2011

Zalaegerszeg - Hungria  2011

Salzburg, Austria. 2011 CAPOEUROPA

Salzburg, Austria. 2011 CAPOEUROPA

Holanda 2011

Holanda 2011

Suecia 2011

Suecia 2011

Oslo, Norway 2011

Oslo, Norway 2011

Hungria - Capoeuropa 2010

Hungria - Capoeuropa 2010

Croacia 2010

Croacia 2010

Linz - Austria 2010

Linz - Austria 2010

Trento, Italia 2010

Trento, Italia 2010

Sao Paulo, Brasil 2008.

Sao Paulo, Brasil 2008.

Evento Inga Capoeira 2005

Evento Inga Capoeira 2005

Cordões

Cordões

GRADUAÇÃO

SISTEMA DE GRADUAÇÃO


A cerimônia do recebimento do primeiro cordão consiste no batizado. A cerimônia dos cordões recebidos posteriormente consiste na troca de cordão. Fica a critério do mestre ou professor o batizado e a mudança dos cordões de seus alunos. O tempo base para a troca de cordão é de 1 (um) ano.

O sistema de cores que identifica o estágio de aprendizado e evolução do capoeirista é organizado em dois grupos e 5 fases.

Cada grupo corresponde a uma faixa etária:

1) Menores de 15 anos: cordões de cor mais clara;

2) A partir de 15 anos: cordões de cor mais forte, mais escura.

O tom de cor claro, trançado em quatro (com 24 fios) deverá ser usado na cintura dando duas voltas na mesma, e com sua extremidade descendo pela perna esquerda até a altura do joelho. O tom de cor escura para a graduação acima de quinze anos de idade, trançado em quatro com 32 fios de lã.

Serão conferidos certificados de graduação a todas as classificações.

As fases são as seguintes:

Fase 1: Graduação do Praticante de Capoeira Infantil que são capoeiristas com até 14 anos.

1º Cordão (batizado) - Cordão Verde-Claro

2º Cordão - Cordão Verde-Amarelo Claros

3º Cordão - Cordão Amarelo Claro

4º Cordão - Cordão Amarelo- Azul Claros

5º Cordão - Cordão Azul Claro

Fase 2: Graduação de capoeiristas acima de 15 anos.

1º Cordão (batizado) - Cordão Verde-Escuro

2º Cordão - Cordão Verde-Amarelo Escuros

3º Cordão - Cordão Amarelo Escuro

4º Cordão - Cordão Amarelo- Azul Escuros

5º Cordão - Cordão Azul Escuro

Fase 3: Capoeirista Formado Professor

Trançado com três cores -Verde, Amarelo e Azul - todos escuros.

Fase 4: Capoeirista Formado Contra Mestre

Trançado com quatro cores - Verde, Amarelo, Azul e Branco - todos escuros.

Fase 5: Graduação de Mestres

Trançado com quatro cores - Verde, Amarelo, Azul e Branco - todos escuros.

Mestre 1º Grau - Cordão Branco e Verde

Mestre 2º Grau - Cordão Branco e Amarelo

Mestre 3º Grau - Cordão Branco e Azul

Mestre 4º Grau - Cordão Branco Total

Mestre 5º Grau - Cordão de Ouro

INDUMENTARIA (Uniforme)

Calça branca até o tornozelo com passantes para o cordão. Camisa (camiseta) de malha branca de manga curta ou comprida.

ESCUDO DA CAMISA

Toda camisa oficial de cada academia levará o símbolo da Academia no peito, e o símbolo.

FASE EXAME

Todo o aluno com um tempo básico de 1 (um) ano de treinamento, deverá participar do exame de graduação, o qual irá elegê-lo ou não a um próximo cordão.

Regimento interno

EXPOSICÃO DE MOTIVOS

Considerando-se as necessidades impostas pela evolução e crescimento das atividades desportivas, sociais e culturais da Capoeira propomos o presente REGIMENTO INTERNO, onde estão regras e normas de comportamento e conduta ética, que irão determinar o nível das relações entre alunos, professores e mestres de Capoeira do GRUPO CORDÃO DE OURO. Com isto, pretendemos preservar a Capoeira como manifestação que tem por objetivo contribuir para a educação da pessoa e a formação global do ser humano na prática desta atividade. Sabemos que são muito maiores os preâmbulos e sublimes as relações entre todos os praticantes. Mas apresentamos este regimento aprovado e em vigor.
SEÇÃO I - EXTENSÃO DO REGIMENTO INTERNO
Art. 1º - As regras deste REGIMENTO INTERNO servem para os alunos, professores e mestres de Capoeira.
SEÇÃO II - DEVERES FUNDAMENTAIS
Art. 2º - Cumpre aos alunos, professores e mestres, a defesa intransigente da Capoeira.Art. 3º - Os deveres dos alunos, professores e mestres compreendem, além da defesa dos direitos e interesses pessoais, o zelo do prestigio de todas as categorias e da dignidade das suas condições.Art. 4º - Não se permite a cada membro de todas as categorias:I - Dirigir-se a qualquer membro de sua ou de outra categoria, que possam ofender a sua reputação como aluno professor ou mestre.II- Manifestar-se, por qualquer meio de comunicação, em termos desrespeitosos quanto ao exercício das atividades de Capoeira de qualquer grupo ou associação.III - Angariar adeptos aos respectivos grupos associados utilizando-se de qualquer publicidade que importem em demérito das atividades dos demais.IV - Referir-se em qualquer tipo de expressão que implique em desprestigio a capacidade de membro de sua categoria, quando estiver dirigindo-se a um membro de outra, reservada ou publicamente.V - Divulgar afirmações, pessoais ou de terceiros, que possam denegrir o bom conceito dos membros de todas as categorias, perante qualquer pessoa. Art. 5º - Somente serão abordados temas relativos a membros das categorias de alunos, professores ou mestres, entre colegas das respectivas categorias.Art. 6º - Não se admite a discussão de aptidão ou capacidade técnica entre membros de categorias diferentes.
SEÇÃO III - PRÁTICA DA CAPOEIRA
Art. 7º - A cada membro de todas as categorias aplicará todo o empenho e os recursos do seu saber em qualquer atividade de Capoeira.Art. 8º - Deverá ser respeitosa a relação entre os membros das categorias de alunos, professores e mestres.Art. 9º - Zelará o professor e o mestre pela sua competência exclusiva na orientação de seus discípulos.
SEÇÃO IV – DA FILIAÇÃO AO GRUPO CORDÃO DE OURO
Art. 10º - A adesão ao grupo de qualquer membro, compreendendo da graduação de aluno graduado adiante, caberá à análise do CONSELHO DA COMISSÃO DE ÉTICA DO GRUPO CORDÃO DE OURO. Art. 11º - Haverá um período de análise mínimo de 6 (seis) meses, onde o membro interessado a aderir ao grupo deverá usar sua própria indumentária e sistema de graduação. Art. 12º - Para a efetivação da adesão, o CONSELHO DA COMISSÃO DE ÉTICA DO GRUPO CORDÃO DE OURO deverá emitir um parecer e encaminhá-lo ao Mestre e Presidente do GRUPO CORDÃO DE OURO, que irá expedir o CERTIFICADO DE ALVARÁ PARA USO DO NOME DO GRUPO CORDÃO DE OURO, além de atualizar a graduação do interessado de acordo com o SISTEMA DE GRADUAÇÃO DO GRUPO CORDÃO DE OURO.Parágrafo Único: Cabe exclusivamente ao Mestre e Presidente do GRUPO CORDÃO DE OURO, decidir qual a categoria que será atribuída ao interessado, independente se esta for superior ou inferior à utilizada por este antes da adesão.
SEÇÃO V – O ALVARÁ PARA USO DO NOME
Art. 13º - Todos os instrutores, alunos formados, professores, contra-mestres e mestres, devem portar, para ministrar aulas, utilizando o nome, uniformes e indumentária do GRUPO CORDÃO DE OURO, o CERTIFICADO DE ALVARÁ PARA USO DO NOME DO GRUPO CORDÃO DE OURO, com validade de 01 (um) ano, expedido pela matriz e assinado pelo Presidente e Mestre do GRUPO CORDÃO DE OURO.Art. 14º - Para o recebimento do CERTIFICADO DE ALVARÁ PARA USO DO NOME DO GRUPO CORDÃO DE OURO o filiado deverá pagar a taxa anual. Esta taxa deverá ser recolhida via depósito bancário constante na Ficha de Solicitação do Certificado de Alvará, que deverá ser preenchida pelo requisitante. SEÇÃO VI – DA REALIZAÇÃO E PROMOÇÃO DE EVENTOS, CURSOS E BATIZADOS E AULAS DE CAPOEIRA.Art. 15º - O filiado não poderá realizar formaturas, batizados e cursos, bem como convidar capoeiristas e mestres para ministrar cursos sem a autorização ou conhecimento da matriz e do Mestre e Presidente do grupo - Mestre Suassuna.Art. 16º - Toda graduação acima de cordão amarelo e azul, deverá ter a supervisão do presidente do grupo ou representante. Além de participar do curso obrigatório de reciclagem para mestres e graduados.Art. 17º - A autorização para ministrar aulas cabe exclusivamente ao Mestre e Presidente do grupo - Mestre Suassuna. Cada estado com distância de mil quilômetros da matriz terá um mestre representante que poderá indicar alunos formados e graduados a ministrar aulas, mas a autorização virá da matriz.
SEÇÃO VII - COMISSÃO DE ÉTICA
Art. 18º - A COMISSÃO DE ÉTICA é o órgão que determinará regras e normas de comportamento e conduta ética, nas relações entre alunos, professores e mestres. Art. 19º - A COMISSÃO DE ÉTICA será presidida pelo Mestre e Presidente do Grupo Cordão de Ouro, tendo como conselheiros outros mestres por ele indicados, além de contra-mestres, professores e alunos formados que eventualmente poderão vir a serem convocados pela presidência da COMISSÃO DE ÉTICA. Art. 20º - Serão constituídas SUB-COMISSÕS DE ÉTICA REGIONAIS em cada estado ou micro-região, atuando com legitimidade aferida pela comissão de ética da matriz. As SUB-COMISSÕS DE ÉTICA REGIONAIS serão compostas por mestres, contra-mestres ou professores do estado ou micro-região, que devem trabalhar sempre reportando à COMISSÃO DE ÉTICA da matriz, levando à estância superior, os casos mais graves, caso ocorram. Art. 21º - A transgressão de normas deste Código envolvendo membros de Estados diferentes, serão submetidas a uma Comissão Especial de Ética, composta por membros de outros Estados, que não os dos envolvidos. Além de ser julgada pela COMISSÃO DE ÉTICA da matriz.
SEÇÃO VIII - OBSERVÂNCIA DE CÓDIGO
Art. 22º - Quando o membro estiver em dúvida sobre qualquer questão de ética que considere não prevista neste Código, antes de qualquer atitude, apresentará o caso em termos gerais à COMISSÃO DE ÉTICA para que esta se pronuncie, cabendo recursos à COMISSÃO ESPECIAL DE ÉTICA.
SEÇÃO IX - SANÇÕES DISCIPLINARES
Art 23º - De acordo com a gravidade da transgressão, serão aplicadas as penalidades: * Advertência * Suspensão * Perda de graduação * Exclusão * Cassação de diplomaArt. 24º - A expulsão de alunos do Grupo Cordão de Ouro vem exclusivamente do presidente do grupo, devendo esta ocorrer acompanhada de um parecer do CONSELHO ESPECIAL DE ÉTICA, ou apenas por determinação do mestre e presidente do GRUPO CORDÃO DE OURO. Salvo em casos extremos como envolvimento em crimes hediondos ou em que seja caracterizado um comportamento inadequado à conduta desejada pelo grupo.. Ex: Tráfico de Drogas, roubo, envolvimento com menores, etc. Caso o aluno não esteja se relacionando adequadamente com seu professor, contramestre ou mestre, é legítimo que ele procure outro representante do grupo para dar seguimento aos aprendizados capoeirísticos. Neste caso deve-se realizar comunicado oficial ao mestre e presidente do grupo.Art. 25º - Caberá recursos de decisão ao CONSELHO ESPECIAL DE ÉTICA quando aplicada penalidade de cassação de diploma.Art. 26º - O CONSELHO ESPECIAL DE ÉTICA comunicará ao Mestre responsável pelo aluno à ocorrência de qualquer transgressão e a penalidade que será aplicada a este.
SEÇÃO X - MODIFICACÃO DO CÓDIGO
Art. 27º - Qualquer modificação deste Código somente será feita pela a entidade nacional, em virtude de proposta de entidade estadual, comunicada às demais entidades estaduais com antecedência mínima de 90 dias.Art. 28º - O presente código entrara em vigor em todo o Território Nacional na data de sua aprovação pela Entidade Nacional.






About Mestre Pastinha

About Mestre Pastinha
Mestre Pastinha

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha ao BerimbauVicente Joaquim Ferreira Pastinha (Salvador, 5 de abril de 1889 — Salvador, 13 de novembro de 1981), foi um dos principais mestres de Capoeira da história.Mestre Pastinha descende de pai espanhol e mãe baiana, foi batizado em 1889 com o nome de Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, na cidade de Salvador-Ba. Conta-se que o princípio de sua vida na roda de capoeiragem aconteceu quando tinha 8 anos, sendo seu mestre o africano Benedito, o que ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe as mandingas, negaças, golpes, guardas e malícias da Angola. O resultado veio logo aparecer, Pastinha nunca mais fora importunado por ninguém.Mestre Pastinha serviu na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceu por um período de 8 anos. Mestre Pastinha de tudo fez um pouco, trabalhou como pedreiro, pintor, entregava jornais, tomou conta de casa de jogo; no entanto, o que mais gostava de fazer era ensinar “a grande arte “. Pastinha conhecia a capoeira, sabia como era importante continuar aquela cultura, aconselhava que era preciso ter calma no jogo “quando mais calma melhor pro capoerista”, e que a capoeira ela é o pai e mãe de todas as lutas do Brasil. Sabia muito bem os fundamentos e os segredos existentes na capoeiragem, cantava, tocava os instrumentos e ensinava como um verdadeiro mestre deve fazer.Pastinha foi nas rodas de capoeira um autêntico mestre, um bamba na luta.Saindo da Marinha em 1910, inicia sua fase de professor de capoeira, seu primeiro aluno foi Raimundo Aberê, este se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda Bahia.Segundo Mestre Pastinha, sua primeira academia ficava localizada no Largo do Cruzeiro do São Francisco, na Rua do Meio do LargoTerreiro de Jesus. Pastinha dizia: “A capoeira tem muitas coisas. Primeira parte; a capoeira tem seu dicionário; segunda parte: tem seu dicionário; terceira parte : tem seu dicionário e quarta parte ; tem seu dicionário “.Ensinava que quando alguém fosse falar sobre a capoeira dissesse somente o que sabia, “não vá dizer que a capoeira é o que ela não é , nem vá contar o que não viu ninguém falar, então, não vá contar aquilo que não pode contar. Não é todo mundo que vá abrir a boca e dizer eu conheco a capoeira, a capoeira é isso. Nem todos mentais, nem todos sujeitos pode abrir a boca para cantar o que é capoeira não.”Mestre Pastinha era uma pessoa bem humorada, descontraída, bastante receptivo , rico em conhecimento, seu saber transcendia as rodas de capoeira. Era uma pessoa do mundo ideal, camarada amigo, pai e irmão dos discípulos.Viveu intensamente seus longos anos dedicados à capoeira de Angola, classificou-se na história da maladragem, da malícia, como ás. Manteve em sua academia de Angola, a originalidade da eficiência da luta em momento algum fora perdido na Academia de Pastinha.Ele contribuiu categoricamente com o seu talento e dedicação à capoeira para que a sociedade baiana e brasileira percebessem a capoeiragem como uma luta-arte imbatível, guerreira, que está além dos paupérrimos preconceitos que há na sociedade.Vicente Pastinha, foi filmado, fotografado ,entrevistado, gravou disco e deixou um livro, a capoeira nunca mais poderá esquecer este ás, o guardião da capoeira d’Angola.Foi lá na casa 19, no Largo do Pelourinho, que funcionava a sua academia, o Centro Esportivo de Capoeira Angola fundada em 1941.Milhares de pessoas estiveram na academia, ficavam impressionadas com as cantorias, com o som dos berimbaus , pandeiros e agogôs e principalmente, com os jogos que lá rolavam.Por fim, foi feita uma reforma no sobrado, disseram ao Mestre que ele não tinha com o que se preocupar, após terminadas as obras, ele voltaria para lá, seu lar, sua academia.Nunca mais se ouviu a voz de Pastinha dentro do sobrado, o povo não mais assistiu a uma maravilhosa roda de capoeira de Angola naquele velho sobrado.O Mestre Pastinha não voltou, lamentavelmente morreu na escuridão de um quarto decadente no bairro Pelourinho em Salvador.

About Mestre Bimba

About Mestre Bimba

Mestre Bimba

Early life
Manuel dos Reis Machado is said to have had two birth certificates, dated 1899 and 1900, respectively. 1900 is the date most commonly used.
The son of Luiz Cândido Machado and Maria Martinha do Bonfim, Manuel was born at the Bairro do Engenho Velho, Salvador. The nickname "Bimba" came up due to a bet between his mother and the midwife during his birth; his mother bet that he was going to be a girl and the midwife bet he would be a boy. After he was delivered, the midwife said... it's a boy, look at his bimba (male sexual organ).
He started learning capoeira when he was 12 years old, with a Capitão da Companhia Baiana de Navegação (Navigation Captain) from Estrada das Boiadas (present day Bairro da Liberdade) in Salvador, called Bentinho, even though in those days capoeira was still being persecuted by the authorities. He would later be known as one of the legendary founding fathers of contemporary capoeira, the other being Vicente Ferreira Pastinha ("Mestre Pastinha"), the father of capoeira angola.
Machado was a coal miner, carpenter, warehouse man, longshoreman, and horse coach conductor, but mainly a capoeirista.Birth of the regional styleAt 18, Bimba felt that capoeira had lost all its efficacy as a martial art and an instrument of resistance, becoming a folkloric activity reduced to nine movements. It was then that Bimba started to restore movements from the traditional capoeira fights and added movements from another African fighting style called Batuque - a type of martial art that he learned from his father (of which his father was a champion), as well as introducing movements created by himself. This was the beginning of the development of capoeira regional.
In 1928, a new chapter in the history of capoeira began, as well as a change in the way black people (of African descent, brought to Brazil as slaves) were looked upon by the Brazilian society. After a performance at the palace of Bahia's Governor, Juracy Magalhães, Bimba was finally successful in convincing the authorities of the cultural value of capoeira, thus in the 1930s ending its official ban, in effect since 1890.
Machado founded the first capoeira school in 1932, the Academia-escola de Cultura Regional, at the Engenho de Brotas in Salvador, Bahia. Previously, capoeira was only practiced and played on the streets. However, capoeira was still heavily discriminated against by upper-class Brazilian society. In order to change the pejorative reputation of capoeira and its practitioners as devious, stealthy and malicious, Bimba set new standards to the art.
His students had to wear a clean, white uniform, show proof of grade proficiency from school, exercise discipline, show good posture and many other standards. As a result, doctors, lawyers, politicians, upper-middle-class people, and women (until then excluded) started to join his school, providing Bimba with legitimacy and support.
Capoeira regional is establishedIn 1936, Bimba challenged fighters of any martial art style to test his regional style. He had four matches, fighting against Vítor Benedito Lopes, Henrique Bahia, José Custódio dos Santos ("Zé I") and Américo Ciência. Bimba won all matches.
In 1937, he earned the state board of education certificate after he was invited to demonstrate capoeira to the then president of Brazil, Getúlio Dorneles Vargas.
In 1942, Machado opened his second school at the Terreiro de Jesus on Rua das Laranjeiras. The school is still open today and was supervised by his former student, "Vermelho" until the early 1980s. The school then came under the brief supervision of Mestre Almiro, before being transferred to Mestre Bamba; the man who leads the school today. He also taught capoeira to the army and at the police academy. He was then considered "the father of modern capoeira".
Important names to Brazilian society at that time such as Dr. Joaquim de Araújo Lima (former governor of Guaporé), Jaime Tavares, Rui Gouveia, Alberto Barreto, Jaime Machado, Delsimar Cavalvanti, César Sá, Decio Seabra, José Sisnando and many others were Bimba's students.

Mestre Joao Pequeno

Mestre Joao Pequeno

About Mestre Joao Pequeno

Morreu, às 14 horas desta sexta-feira (9), no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador, Bahia, o grande mestre de Capoeira Angola, João Pequeno, discípulo de Pastinha, o eterno Mestre Pastinha.
Mestre João Pequeno completaria no próximo dia 27, 94 anos de vida, uma vida de labutas, lutas, conquistas e arte. Arte que herdou dos ancestrais africanos e do seu grande mestre, o Pastinha, de quem recebeu o encargo de levar adiante, em sua Academia, os ensinamentos da Capoeira Angola.
A morte de Mestre João Pequeno é uma perda irreparável para a Capoeira na Bahia e no Brasil. Era ele o maior diplomata desta arte. Ganhou fama e notoriedade com seu talento e capacidade para transmitir os fundamentos dessa arte, síntese de luta e dança. Viveu toda a sua vida na Bahia, como seu antecessor, o Mestre Pastinha, morto há 30 anos.Mestre João Pequeno nasceu em 27 de dezembro 1917, emnasceu em Araci no interior da Bahia. Aos quinze anos, fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana-de-açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda São Pedro, que era ferreiro e capoeirista, quando tomou o primeiro contato com essa arte que sintetiza dança e luta.
Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor de bondes e na construção civil como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do Largo 2 de Julho. Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha. Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treine, por volta de 1945.
Algum tempo depois João Pereira tornou-se João Pequeno. No final da década de 1960, quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João Pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.
Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que se tornou seu grande parceiro de jogo, Morais e Curió.
Para João Pequeno, o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa árvore para dar bons frutos”. Para ele, a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.
João Pequeno via a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, na qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defendia a idéia de que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.
Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola (Ceca) no Forte Santo Antônio Além do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a Capoeira Angola despontaria para o mundo. Embora encontrando várias dificuldades para a manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.
Na década de 1990, houve várias tentativas por parte do governo do estado da Bahia para desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela Câmara Municipal, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
”É uma doce pessoa”, é o que afirmavam todos os que tiveram a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, espontaneidade e carisma seduzia a todos que iamo até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas de Capoeira.
Além de ter impressionado a todos os que tiveram a oportunidade de vê-lo jogar com a sua excelentíssima capoeira e mandigagem, João Pequeno destacou-se como educador na capoeira, uma autoridade maior na capoeiragem de seu tempo, um referencial de luta e de vida em defesa da nobre arte afrodescendente.